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Simples, Presumido ou Real: qual o regime tributário ideal para a sua empresa (e como pagar o justo)

Capa do artigo da MF Contabilidade: Simples, Presumido ou Real: qual o regime tributário ideal para a sua empresa (e como pagar o justo)

Simples, Presumido ou Real: qual o regime tributário ideal para a sua empresa (e como pagar o justo)

Planejamento Tributário · De Dono Para Dono

★★★★★4,9 · 100 avaliações+350 empresasCRC GO 001323/O-ONBC PG 01

Poucas decisões pesam tanto no bolso do dono quanto o regime tributário. É ele que define quanto sua empresa entrega de imposto todo mês. E aqui vai a verdade incômoda: muita empresa está no regime errado. E paga a mais sem saber. A boa notícia? Pagar o justo, dentro da lei, é uma escolha técnica. Este guia te dá o mapa.

Os três regimes, em 30 segundos

Até R$ 4,8 mi/anoSimples Nacional

Guia única (DAS) e menos burocracia. Costuma valer nas faixas iniciais e no comércio. Em serviços, depende do anexo e do Fator R.

Até R$ 78 mi/anoLucro Presumido

Imposto sobre uma margem presumida (fixa por atividade). Pode ser vantajoso para quem tem margem alta e folha menor.

Sem limite / obrigatórioLucro Real

Imposto sobre o lucro efetivo. Ideal para margem apertada, prejuízo ou setores específicos. Mais controle, mais precisão.

🔑 O detalhe que vira dinheiro: Fator R
Para prestadores de serviço, se a folha de pagamento representa 28% ou mais da receita dos últimos 12 meses, a empresa migra do Anexo V para o Anexo III, com alíquotas bem menores. Ignorar o Fator R é deixar dinheiro na mesa todo mês. Já aproveitá-lo, dentro da lei, é planejamento.

Por que não é só olhar o faturamento

Aqui mora o erro mais comum. A escolha certa não depende só de quanto você fatura — depende de atividade, anexo, margem de lucro, folha de pagamento e do imposto que você paga hoje. Exemplo real: empresas de serviços no Anexo V, acima de ~R$ 1,5 milhão, muitas vezes pagam mais no Simples do que pagariam no Lucro Presumido. Ou seja: o regime “mais simples” nem sempre é o mais barato.

✔ O que separa quem paga o justo
Não é sorte, é revisão periódica. Empresa que cresce e não revisa o enquadramento quase sempre está deixando dinheiro na mesa (ou correndo risco). E com a Reforma Tributária mudando o chão do jogo, revisar o regime deixou de ser opcional.

Como descobrir o seu regime ideal (na prática)

  • Levantar faturamento, atividade (CNAE) e anexo do Simples
  • Calcular a margem de lucro real do negócio
  • Medir o Fator R (folha ÷ receita) se for serviço
  • Simular os 3 regimes lado a lado com os seus números
  • Considerar créditos, incentivos e a transição da Reforma
  • Revisar pelo menos 1x por ano. E sempre que a empresa mudar de patamar

Parece técnico? É. E é exatamente por isso que essa conta não pode ser feita “no olho”. Um erro de enquadramento se paga, caro, todo mês.

Descubra se você paga imposto a mais

Um sócio MF simula os três regimes com os seus números e mostra, com clareza, qual faz sua empresa pagar o justo dentro da lei, hoje e na transição da Reforma. De dono para dono.

Falar com um sócio MF →

Márcio Rocha, fundador e CEO da MF Contabilidade
Márcio RochaFundador e CEO · MF Contabilidade

Formado em Ciências Contábeis, com MBA em Direito Tributário. Criador do Método GSPE e do conceito De Dono Para Dono. Há mais de 17 anos ajuda empresários de Goiás, do DF e do Brasil a transformar contabilidade em inteligência estratégica.

Perguntas frequentes

Qual o limite de faturamento de cada regime?
Simples Nacional: até R$ 4,8 milhões por ano. Lucro Presumido: até R$ 78 milhões por ano. Lucro Real: sem limite. E obrigatório para alguns setores e situações (ex.: instituições financeiras, algumas atividades e empresas com receita acima do limite do Presumido).
O que é o Fator R?
É a relação entre a folha de pagamento e a receita bruta dos últimos 12 meses. Para prestadores de serviço, quando a folha é igual ou maior que 28% da receita, a empresa passa do Anexo V para o Anexo III do Simples, com alíquotas menores.
O Simples é sempre o mais barato?
Não. Depende da atividade, do anexo, da margem e da folha. Empresas de serviços no Anexo V, acima de cerca de R$ 1,5 milhão, muitas vezes pagam mais no Simples do que pagariam no Lucro Presumido. Só a simulação com os seus números responde com certeza.
Com que frequência devo revisar o regime?
Pelo menos uma vez por ano e sempre que a empresa mudar de patamar (faturamento, folha, atividade). Com a Reforma Tributária em transição até 2033, a revisão passou a ser ainda mais importante.
Posso trocar de regime a qualquer momento?
A opção pelo regime é feita, em regra, no início do ano-calendário, com prazos específicos. Por isso o planejamento precisa ser feito com antecedência, decidir em cima da hora limita as opções.