img img img img

Sua empresa mudou de patamar e a assessoria contábil continuou a mesma? Um autodiagnóstico para o dono, com um olho na Reforma Tributária

Capa do artigo da MF Contabilidade: Sua empresa mudou de patamar e a assessoria contábil continuou a mesma? Um autodiagnóstico para o dono, co...

Sua empresa mudou de patamar e a assessoria contábil continuou a mesma? Um autodiagnóstico para o dono, com um olho na Reforma Tributária

De Dono Para Dono · Reforma Tributária

★★★★★4,9 · 100 avaliações no Google+350 empresas atendidasCRC GO 001323/O-O ativoConformidade NBC PG 01

Duas conversas que se repetem toda semana

Toda semana eu ouço, no atendimento, duas conversas que se parecem muito.

A primeira é de um empresário que cresceu. Faturava R$ 80 mil por mês, hoje passa de R$ 500 mil. A operação ficou mais complexa: entrou linha de produto nova, contratou gente, começou a vender para outros estados. Só que o modelo de atendimento contábil continuou o mesmo de quando a empresa era pequena, guia no vencimento, obrigação entregue, e ponto final. Quando ele liga com uma dúvida estratégica, não encontra do outro lado quem discuta a decisão com ele. A empresa mudou de patamar; o modelo de assessoria, não.

A segunda é de um dono que desconfia dos próprios números. Ele olha o quanto sai de imposto todo mês e tem a sensação de estar pagando mais do que deveria, mas não tem com quem validar isso.

⚠ O sinal que ninguém deveria ignorarAlgumas guias vinham com valores errados — e, em mais de uma ocasião, cobrando imposto indevido. Só eram corrigidas depois que ele mesmo questionava. Ou seja: a conferência que deveria ser do escritório acabava recaindo sobre o próprio empresário.

Não é falta de imposto para pagar. É falta de assessoria para pagar o justo, dentro da lei. E só o justo.

Os dois têm algo mais em comum, e é o ponto que deveria acender o alerta: nenhum dos dois sabia praticamente nada sobre a Reforma Tributária. E a Reforma já começou.

Este texto não é sobre culpar ninguém. É um convite para você olhar para a sua própria empresa e responder, com honestidade: a assessoria que eu tenho hoje está do tamanho do negócio que eu me tornei?

Parte 1 — Quando a empresa cresce e a contabilidade fica pequena

Crescer muda tudo. O que funcionava no início, controle simples, poucas notas, um regime que “estava bom” — vira gargalo quando o volume aumenta. E o sinal mais claro de que a assessoria precisa evoluir junto não é técnico: é a sensação de estar sozinho na hora de decidir.

Alguns sinais objetivos de que a contabilidade não acompanhou o crescimento:

  • Você recebe guias e obrigações, mas nunca análise — ninguém te diz o que os números significam.
  • Decisão importante à vista (filial, mudar de regime, contratar, investir) e não há com quem conversar antes de decidir.
  • O contato é sempre com estagiário ou com quem só executa tarefa — você nunca fala com quem decide.
  • Erros e retrabalho começaram a aparecer conforme o volume subiu.
  • Você já perdeu prazo ou tomou susto com imposto que “apareceu do nada”.
  • Ninguém nunca te apresentou indicadores do seu negócio (margem real, ponto de equilíbrio, quanto sobra de verdade).

Nada disso significa que o profissional anterior seja ruim, na maioria das vezes ele é competente e sério naquilo que foi contratado para fazer. A questão é de porte e de proposta, não de competência: um serviço dimensionado para uma microempresa não foi desenhado para sustentar uma empresa em expansão. É como manter o mesmo par de sapatos de quando você calçava três números a menos, o sapato é bom, só não serve mais em você.

Parte 2 — “Será que estou pagando imposto demais?”

Essa pergunta, sozinha, já é um diagnóstico. Se você a faz e não tem resposta, falta assessoria. Não falta imposto.

Pagar o justo dentro da lei tem nome técnico: planejamento tributário. É a análise do seu faturamento, da sua margem, da sua atividade e da sua estrutura para identificar o regime e o enquadramento mais eficientes — Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. E para aproveitar, de forma legal, créditos, incentivos e regras específicas do seu setor e do seu estado.

✔ A regra que implantamos com todo clienteNenhuma guia vai para pagamento sem conferência. O que está com valor errado ou cobrando imposto indevido não é pago, é questionado e corrigido antes do vencimento. A conferência é obrigação do escritório, nunca do dono. Se hoje é você quem precisa desconfiar de cada guia para não pagar a mais, algo está invertido.

O que separa quem paga o justo de quem paga a mais raramente é sorte. É revisão periódica. Empresa que cresce e não revisa o enquadramento quase sempre está deixando dinheiro na mesa, ou correndo risco fiscal sem saber. E aqui entra o fator que muda o jogo em 2026: o chão embaixo desse cálculo está mudando.

Parte 3 — A Reforma Tributária já começou (e os dois donos não sabiam)

A Reforma Tributária sobre o consumo foi instituída pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025. Ela substitui cinco tributos atuais por um modelo novo: CBS (federal, no lugar de PIS, Cofins e IPI), IBS (estadual e municipal, no lugar de ICMS e ISS) e o IS (Imposto Seletivo). A lógica é o IVA dual, com crédito amplo e fim do efeito cascata, o que muda precificação, margem, fluxo de caixa e a forma de apurar imposto.

⚠ Já está valendo — 2026 é ano de testeDesde janeiro, as empresas precisam destacar CBS (0,9%) e IBS (0,1%) nas notas fiscais eletrônicas. Não há recolhimento efetivo em 2026 — é fase informativa —, mas a obrigação acessória é real: sua nota precisa sair com os novos campos e cálculos corretos, como se o imposto fosse devido. Empresas do Simples Nacional entram no novo modelo a partir de 2027.

O calendário que decide a sua margem

2026Fase de teste. Destaque de CBS/IBS na nota, sem recolhimento.
2027CBS plena. PIS e Cofins extintos. Imposto Seletivo em vigor.
2029–2032Transição: ICMS e ISS caem enquanto o IBS avança.
2033Modelo completo. ICMS e ISS extintos.

Sua empresa está preparada para a Reforma Tributária? Se você precisou parar para pensar, essa já é a resposta. As decisões de preço, margem e regime que você tomar em 2026 e 2027 vão determinar como o negócio atravessa a transição. Quem só descobrir a Reforma quando o imposto for cobrado, reage tarde. Não é questão de se vai bater no seu caixa, é de quando.

Parte 4 — Trocar de contador com ética: como se faz certo

Aqui um ponto que eu faço questão de deixar claro, porque diz respeito à seriedade da profissão. A ética do contador no Brasil é regida pela NBC PG 01 (a norma que, desde 2019, substituiu o antigo Código de Ética Profissional do Contador). Assessoria boa não se vende difamando o colega anterior. Se vende mostrando trabalho.

Como é uma transição ética e bem conduzidaZero difamação — avaliamos a sua situação técnica, não atacamos quem veio antes.
Sigilo garantido — suas informações sob sigilo profissional (NBC PG 01), do diagnóstico ao dia a dia.
Transição organizada — documentação levantada, obrigações em aberto conferidas, passagem sem sobressalto.
Transparência — você entende o que foi encontrado, o que muda e por quê. Sem letra miúda.

Trocar de contador não é um ato contra alguém. É um ato a favor da sua empresa.

Como saber se é o seu caso: checklist de 1 minuto

  1. Minha empresa cresceu, mas o atendimento contábil continua igual ao de quando eu era pequeno?
  2. Recebo guias e obrigações, mas quase nunca uma análise que me ajude a decidir?
  3. Quando tenho uma dúvida estratégica, não tenho com quem falar de verdade?
  4. Tenho a sensação de pagar imposto demais e ninguém nunca revisou meu regime?
  5. Já recebi guia com valor errado ou imposto indevido. E só foi corrigido depois que eu questionei?
  6. Eu saberia explicar, em duas frases, o que a Reforma Tributária muda no meu negócio?

Respondeu “sim” às cinco primeiras e “não” à última? Não é falta de sorte. É falta de assessoria estratégica. E dá para resolver.

Peça um diagnóstico estratégico

Um sócio MF analisa o perfil da sua empresa e devolve uma leitura inicial do seu cenário, inclusive do impacto da Reforma no seu caso. Atendimento direto de sócio, de dono para dono.

Falar com um sócio MF →

Márcio Rocha
Márcio RochaFundador e CEO · MF Contabilidade

Formado em Ciências Contábeis, com MBA em Direito Tributário. Criador do Método GSPE (Gestão, Sobra, Patrimônio e Evolução) e do conceito De Dono Para Dono. Há mais de 17 anos ajuda empresários de Goiás, do DF e do Brasil a transformar contabilidade em inteligência estratégica.

Perguntas frequentes

Quando devo trocar de contador?
Alguns sinais claros: a empresa cresceu e o atendimento continua o mesmo; você recebe obrigações e guias, mas não recebe análise; não tem com quem discutir decisões estratégicas; desconfia que paga imposto demais e ninguém revisa seu regime; recebe guias com valor errado ou imposto indevido corrigidas só depois que você questiona; ou, um dos mais importantes, seu contador não lhe entrega mensalmente as demonstrações contábeis (balancete e DRE) nem oferece contabilidade consultiva e estratégica para transformar esses números em decisão.
Trocar de contador é complicado ou arriscado?
Não, quando é feito com método e ética. A transição envolve levantar a documentação, conferir obrigações em aberto e conduzir a passagem de forma organizada, sempre sob sigilo profissional (NBC PG 01). O processo é conduzido para você não ter sobressalto.
Estou pagando imposto demais. Como descobrir?
Por meio de planejamento tributário: análise do seu faturamento, margem e atividade para verificar se o regime atual (Simples, Presumido ou Real) é o mais eficiente e se há créditos e incentivos legais não aproveitados. E, no dia a dia, com uma regra simples: nenhuma guia é paga sem conferência prévia.
O que a Reforma Tributária já exige em 2026?
2026 é ano de teste: as empresas devem destacar CBS (0,9%) e IBS (0,1%) nas notas fiscais eletrônicas, cumprindo a obrigação acessória, mas sem recolhimento efetivo dos novos tributos. Empresas do Simples Nacional entram no novo modelo a partir de 2027.
Quais são as próximas fases da Reforma?
Em 2027 a CBS passa a ser cobrada de forma plena e PIS/Cofins são extintos; entre 2029 e 2032 ICMS e ISS são reduzidos gradualmente enquanto o IBS avança; em 2033 o modelo estará totalmente implantado, com ICMS e ISS extintos.